terça-feira, 2 de setembro de 2008

SÉTIMAS PALAVRAS




Ouvia ontem a música Quase Sem Querer do Legião Urbana. Fazia tanto tempo que não ouvia. Quando eu era adolescente, pnsava que não existia melhor grupo de música no mundo. Lembrei de algumas situções pessoais.

Um verso que gosto muito é o "mentir para si mesmo é sempre a pior mentira", porque sei que o preço que se paga para manter uma máscara é dolorosíssimo. Além disso, é preciso que nos esforcemos a reparar as atitudes desonestas que tivemos perante nós mesmos. Quantas vezes somos capazes de negar certas emoções em nós? Seria saudável nnos mignorássemos nestes momentos?

No dizer de Hammed¹, a r4eparação é o ato de compénsar ou ressarcir prejuízos que causamos, não apenas aos outros, mas também a nós mesmos, através de posturas inadeauadas. Ou seja, abrir mão de nossos sentimentos em favor de alguém somente para receber aprovação e consideração dos outros fará com que mantenhamos mais firme as máscaras que carregamos.

Viver o direito de sentirmos nossas emoções é como sermos honestos conosco mesmos. Isso ajuda no processo de auto reconhecimento e descobrimento. Agir de modo contrário pode fazer com que nossa capacidade de sentir corretamente diminua. Daí a questão: como reparar faltas se não entendo meus sentimentos? É a interpretação equivocada da vida que levamos afetivamente que nos conduz a buscas irreais. É preciso que aceitemos nossas emoções e saibamos conviver bem com elas.

É preciso que aceitemos nossas emoções e saibamos conviver bem com elas. Uma emoção não é, em si, um ato. Sentir é diferente de agir. Sentir raiva é diferente de ser violento. Sentir afeto é diferente de acariciar. Ou seja, conviver bem com o que sentimos é aprender a discernir qual posição tomaremos diantes das emoções e não censurá-las por sentí-las. Daí a importância de buscar saber conviver com nossas emoções. Nosso comportamento, nossa capacidade de tomar atitudes é que deve controlar nossas emoções, não o contrário- se não me permito sentir, como me manter as emoções sob controle?

Me reprimir não não é o caminho para que eu tenha o real entendimento do que e como estou fazendo as coisas em minha vida. É preciso coragem para a disposão em admitir o que sntimos. Mas é preciso sempre analisar nossos comportamentos, de forma frequente e efetiva. . Assim, podemos, com a calma necessária, identificar os atos incorretos que vivenciamos, associando-os aos sentimentos que os originaram e, a partir daí, equilibrá-los. Como nos dizer de Hammed, reparar nossas faltas com ´nós mesmos e com os outros´é a fórmula feliz para evitar o sofrimento.

Decicr ser quem eu sou, e de como quero viver não significa viver infeliz por ainda eu não conseguir ser quem eu gostaria, mas contente se puder perceber que posso mudar para melhor. De minhas atitudes também depende uma vida autêntica e mais feliz. Posso assumir minha individualidade, ou reprimir minhas fantasias, meus talentos, meu eu, tentando ser o que penso que os outros gostariam que eu fosse.

Passamos, ainda, muito tempo olhando os outros com censura, que poda, que fere, sem qualquer consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um; e sem perceber que, muitas vezes, sou eu mesmo um detentor de dificuldades. Apontar falahas no outro paredce sempre dar uma sensação falsa de que somos melhores que ele, e o engano é grande.

Também não podemos deixar o medo paralisar os planos de melhoria íntima. Deixar tudo como está para ver como é que fica nos impede de buscar e conseguir as mudanças que necessito, considernado que serão precisos muita paciência e trabalho, num bom combate, como se referia Paulo², já que terei do confrontar muitas de minhas emoções já estabelecidas e, por hora, em situação cômoda por vezes.

O frase da música que destaquei nos convida a refletir que não devemos mais tentar achar desculpas para todas as nossas insatisfações. Há quem amaldiçoa sua sorte, mas o que temos de aprender é enxergar como grandes oportunidades as trubulações que a vida nos oferece- verdadeiros convites ao exercício de nossas potencialidades positivas, encarando a mverdade de que, no fim das contas, será sempre cada um de nós que decidirá o tipo de vida que se quer levar.

É uma abenção sabe que podemos escolher nossos destino, caminhando em direção à ele e, através de ações concretas e pensadas, caminhar em direção a ele. pensar que tudo já está escrito nas estrelas não condiz com a idéia que a doutrina espírita tem sobre a bondade e justiça divina. Por isso, não devemos ficar presos a um passado que já acabou, onde nadfa há mais o que fazer; e sim desfrutar ao máximo do que já possuo, multiplicando o esforço para a obtenção de novas conquistas, e não viver num clima de ansiedade e desgosto por não ser ou possuir tudo o que eu gostaria de ser e ter.

É preciso que tomemos atitudes acreditando em nossas próprias forças, espelhando-se em quem já conquistou para ele o que ainda não tenho em mim. Para tanto, a análise de nossos comportamentos é importante para eu estabelecer se o que me falta é mesmo necessário. E se, apesar de necessário, ainda não exixtir ou eu ainda não possuir, preciso justificar o "ainda não", para que eu não caia o risco de lidar com devaneios, fantasias, idéias efêmeras. A escolha é semkpre minha. Mas mponderação ao decidir é importante, pois somos cada um de nós que vamos carregar, sozinhos, o peso das escolhas que fizermos.³

1- Hammed é um espírito desencarnado, trabalhando, com psicografia, ao lado de Francisco do Espírito Santo Neto, resultando em livros maravilhosos.

2-Paulo é Paulo de Tarso, um dos percussores do movimento cristão e maior pregador do evangelho do Cristo que se tem notícia. No livro Paulo e Estêvão, Emmanuel, através de Chico xavier, nos conta sua belíssima e inspiradora história.

3- A última frase do texto foi trasncrita de um texto que li, mas não sei o autor.