segunda-feira, 14 de abril de 2008

SEGUNDAS PALAVRAS

O Afeto ( continuação do texto anterior inspirado num outro texto de Ermance Dufaux)

O afeto pode ser entendido como uma nutrição espiritual e insubstituível sempre preventivo em todas as fases da vida. Quando chega tarde, pode ser entendido como uma renutrição consoladora. Entretanto, para o amadurecimento pessoal, devemos iniciar uma etapa de vivência em que a vida parecerá nos exigir maior soma de doação emocional às pessoas que esperar delas a mesma atitude.

A vida e o mundo nos oferecem valorosas oportunidades que nos auxiliam a reeducação de nossas tendências viciosas, no conhecimento de nós mesmos. Essas oportunidades nos auxiliam a minar o personalismo, que permitirá o potencial afetivo dirigido a realizações nobres de nossas relações. Essas oportunidades se encontram em diversos lugares, nos mais diversos graus, com as mais diversas eficácias. São as igrejas, os templos, os centros espíritas, os núcleos de estudos exotéricos, os grupos de ajuda, a terapia, as atividades introspectivas, o trabalhoa em grupo, e, atividades coletivas em favor do próximo principalmente.

Atividades cooperativas e solidparias realizadas em ambiente de bem-etar serão fortes estímulos à força do pulsional do coração, muitas vezes aprisionada pelas traumáticas lições sócio-afetivas que amontoamos dentro de nós, frutos de uma educação emocional mal direcionada. A proposta da pedagogia do afeto é a abertura para a riqueza dos sentidos individuais sem o personalismo dos baixos e limitantes desejos, dos sonhos de crescimento moral, através dos quais o processo educativo será sempre mais efetivo.

Melhor será sempre aquele que buscar um local que facilite a nossa reflexão, melhores instruções, aos relacionamentos responsáveis, axiliando os homens atordoados e infelizes da atualidade a ssumirem um compromisso consciente com a melhora de si memos, através da reeducação dos sentimentos.

A proposta de tranformação íntima encontra nesse quesito do coração o seu ponto essencial para as mudanças de profundidade, já que o motivo causador da atual condição dos homens atordoados de hoje deve-se, acima de tudo, aos desvios afetivos de antes, que sedimentaram reações emocionais destoantes com o sentimento de amor autêntico, fonte de saúde e vitalidade para "ser".

6 comentários:

Nanda disse...

Novamente concordo com tudo! ehheheeh!
Realmente a "criação afetiva" da pessoa influi em tudo que ela será depois de adulta, sua visão de mundo, seu caráter...

E tão pouca gente percebe isso...
Ainda bem que temos vc, pra escrever essas coisas de um jeito tão bonito!!
Beijo, Ivan!!

Kall disse...

Uau outro blog encantador e delicioso de estar parabens.
bjoss

Humana disse...

Olá Ivan,
um tema para reflexão, num mundo onde os afectos são cada vez mais postos de lado e onde a afectividade e o sentimento são muitas vezes vistos como fraqueza num mundo onde reina a lei do mais forte, da intolerancia...
Temas que nos fazem pensar!
Beijinhos

Lelinha disse...

Sabe... O afeto não é o mesmo que amor, né!?
É somente parte dele... pelo menos eu acho assim..

Bom te ter como "vizinho"

Beijo

Maith disse...

Muito bom o texto. É para se ler, reler e meditar.
O aprimoramento espiritual é a unica coisa que vale a pena pois é só o que levamos para a eternidade.
Um abraço afetuoso e meus votos de muito sucesso.

Å®t Øf £övë disse...

Ivan,
Desde que nascemos que os afectos são essenciais para a nossa sã evolução enquanto seres humanos.
Abraço.